1 JUSTIFICATIVA
A mídia tem mostrado no Brasil e no mundo o aumento da população de idoso. A média de vida dos brasileiros segundo o IBGE (2006) é de 71.9 anos.
Ao longo da vida as pessoas sofrem mudanças e metamorfose chamada velhice, que chega sorrateiramente e os seus sinais são visíveis principalmente, no olhar da sociedade da ideologia e da cultura, que vêem na juventude o inicio sentido da vida e esquecem que este processo é natural e faz parte da vida de todos.
Apesar de ser notório a rejeição e negligencia a que são submetidos os idosos, percebe-se que ao longo dos anos este conceito vem mudando através de políticas governamentais, tais como, o estatuto do idoso, de atitude, de estilo de vida e a influencia exercida pelos profissionais de diversas áreas que atuam de forma continua e esclarecedora com objetivo de resgatar a dignidade dos idosos.
Sabe-se que envelhecer com saúde não consiste apenas na saúde física, mas envolve o psicosocial do individuo.
Dentre as diversas maneiras capazes de gerar qualidade de vida, indaga-se qual a importância na educação como ferramenta geradora de qualidade de vida para os idosos na cidade de Imperatriz – Ma? Quais as dificuldades encontradas pra esses alunos? Para os professores quais os desafios em ensiná-los?
Diante destes questionamentos esta pesquisa objetiva-se em despertar o interesse da sociedade local e em elaborar propostas e ferramentas capazes de melhorar a qualidade de vida de seus idosos.
Entende-se a importância da qualidade de vida na terceira idade que pode ser definida como a manutenção da saúde em maior nível possível, em todos os aspectos da vida seja: física, psíquico social e espiritual. Segundo Meire Cachone e Anita Liberalesco Néri.
“À medida que amadurece o leque de influencias biológicas, psicológicas, sociais e culturais torna-se cada vez mais amplo e aumenta a possibilidade de alta educação do ser humano” MEIRE CACHONE E ANITA LIBERALESCO NERI (2004 p. 29)
É importante a socialização dos idosos nas atividades educativas por permitir uma rede de ligações pessoais, na qual pode trocar afeto estar com pessoas com disponibilidade para acolhê-las, sentir-se valorizado e amado.
A motivação que despertou na escolha deste tema partiu de visitas em escolas que trabalham com o EJA, visto que na sala de aula havia idosos animados e interagidos com professores e colegas. Desta forma, percebe-se o quanto a interação no meio social favorece qualidade de vida essas pessoas.
Esta integração é importante para eles, uma vez que um de seus maiores prazeres consiste em relatar os fatos acontecidos em suas vidas e perceber que as pessoas que o cercam dão-lhe atenção devida.
1. 1 Objetivos
1.1.1 Objetivo Geral
ü Detectar o benefício gerador pela educação na terceira idade.
1.1.2 Objetivos Específicos:
ü Compreender a atuação do meio social, cultural e político da sociedade em relação a terceira idade;
ü Analisar a capacidade de aprendizagem dos idosos e os recursos utilizados para beneficio de uma aula satisfatória;
ü Identificar as dificuldades existentes entre a relação professor e aluno.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Em um mundo que perdeu os seus modelos de socialização e de comportamento, outrora considerados estáveis e seguros, a vida passou a ser encarada como uma luta constante, pelo emprego, pelo êxito pessoal e profissional, pelas condições de bem estar da família, pela atualização permanente em termos de informação e pela posse de bens de consumo, considerados imprescindíveis a manutenção de certos padrões de vida. E tudo isto sem perder a energia, a saúde e a beleza, de acordo com o ideal de juventude requerido por uma sociedade ferozmente competitiva.
Para Bruckner “somos os sobreviventes da nossa primeira juventude, estamos de luto pelo petiz que fomos e envelhecemos sem crescer” (PASCAL BRUCKNER. 1996). A participação social das pessoas de terceira idade pode ser potenciada nos próprios contextos e áreas de trabalho onde desenvolveram a sua atividade profissional ou em contextos e áreas novas, dando expressão a desejos de outros, impossíveis de realizar durante o chamado período de vida ativa. Contrariando assim a experiência de uma reforma vivida com a imposição impiedosa quando deveria ser encarada como um momento de liberdade, como mais um momento de liberdade neste processo de transformação humana. Com o momento em que a sociedade, que consumiu tanto da nossa energia e do nosso tempo, reconhece e legitima o direito de vivermos em plenitude a forma que escolhemos para continuar a exercer os nossos deveres.
Segundo o artigo elaborado pelos alunos do 1° período da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão) com o tema “A situação do idoso em Imperatriz”, traz uma revelação que em 1980, existiam cerca de 16 idosos para cada 100 crianças; em 2000 essa relação praticamente dobrou, passando para quase 30 idosos por 100 crianças. No Brasil, em média as mulheres vivem oito anos a mais que os homens. Até 2005, segundo a OMS, o Brasil seria o 6° país do mundo com o maior número de pessoas idosas. Ainda é grande a desinformação sobre o idoso e as particularidades do envelhecimento em nosso contexto social. A constituição de 1988 foi o pontapé inicial para a definição da política nacional do idoso.
Ao analisar o Estatuto do Idoso, no capitulo V art. 21. Percebe-se que o poder publico criara oportunidades de acesso do idoso a educação, adequando currículos, metodologias e material didático aos programas educacionais a eles destinados. Para Cachione e Liberalesso “a educação é um processo continuo vivido pelo ser humano ao longo de toda a vida” (Meire Cachione e Anita Liberalesso Néri, p. 29, 2004). Segundo as autoras, este processo possibilita o idoso a viver com prazer, satisfação, realização pessoal de maneira mais madura e produtiva. E esta fase da vida é comparada como uma arte que exige aprendizagem, na qual trará muito prazer e alegria, sem doenças e limitações. A qualidade da vivencia cotidiana será refletida no decorrer da existência de cada pessoa, precisamente quando esta pessoa se tornar mais velho. Ou seja, envelhece como vive.
Educar o idoso para conhecer e acreditar em suas reais capacidades, desenvolver seus talentos, ensina-los a colocar o conhecimento a serviço de sua construção como sujeito, criar oportunidades para que aprenda a enfrentar obstáculos e preconceitos sociais, são ações que significam contribuir para promover a sua qualidade de vida e para o aprimoramento de sua cidadania. (CACHIONE, p. 215, 2003).
Na visão do autor, os idosos necessitam resgatar sua dignidade através de conhecimentos para buscar uma sociedade mais justa, mais solidária e mais humanista. Envelhecer com sabedoria, em todas as dimensões, é um compromisso social, partilhando informações para todos, com todos e em todas as idades. Ensinar o idoso é uma tarefa que requer conhecimento especifico de recurso humano em gerontologia, é de suma importância social, não só pelo beneficio que podem trazer para o mesmo.
A velhice são tópicos que comportam e precisam de atuação educacional prolongada para promover mudanças culturais nas concepções sócias vigentes, que possibilita e desenvolve nessa fase da vida o poder cultural inerentes a esse segmento da população.
Segundo Cachione (2003) “A gerontologia educacional parte da aceitação de que é procedente a existência de uma disciplina – a gerontologia que tem como objeto de estudos os idosos e os fatores relacionados ao envelhecimento”. Nota-se que crescimento desta clientela, o educador necessita de uma formação adequada. Ter iniciativa pessoal, gostar de idosos e ter capacidade de improvisação. É de fato que a educação de idosos está necessitando cada vez mais de formação especializada de educadores para o cumprimento de papeis e tarefas exclusivas para estes alunos que cada vez mais ganha visibilidade e poder social. Essa modalidade de atuação juntos aos idosos ocorre principalmente nas universidades de terceira idade que chamam à atenção a necessidade de formação qualificada. Para o autor Cachione, 2003.
A universidade deve permitir aos estudantes da terceira idade a oportunidade de se expressarem e aprenderem, de realizarem suas aspirações educativas, concretizarem seus sonhos e desejos, que forem impossíveis de serem satisfeitos nas etapas anteriores da vida.
Portanto, a universidade para estes alunos é uma melhoria na qualidade de vida, alem de beneficiar na saúde mental, a participação na sociedade, fazem com que os velhos vivam cada vez mais.
A universidade, como pólo capacitador, oferece todos os indicativos para intervir de forma multidisciplinar, nesta faixa etária da população, articulando ações que viabilizem um resgate produtivo do ser trabalhando o mesmo de forma global, valorizando os aspectos individuais dos idosos.
3 METODOLOGIA
3.1 Tipos de estudos
Para a obtenção de resultados significativos será adotado o enfoque fenomenológico. Onde o estudo sobre a TERCEIRA IDADE: educação como qualidade de vida, acontecerá de forma descritiva;
Segundo Teixeira (2003 p. 121) “Pesquisar é captar significados dos fenômenos”, portanto, analisar-se-a o conteúdo que será coletado através de depoimentos, vivencia técnicas bibliográficas e análise de estudos. O pressuposto fenomenológico visa descrever o significado ou saberes, interpretar sentimentos e compreender percepções.
3. 2 Local e informantes de estudos
A pesquisa acontecerá na Faculdade Atenas Maranhense na cidade de Imperatriz – Ma. Localizada na Rua Monte Castelo, 161 – Centro. A mesma trabalha com o projeto UNIFAMA (Universidade para a terceira idade) trabalhando o assunto em questão.
3.3 Fontes de informação
Para aprofundamento do assunto serão consultados em livros, revistas, documentários e artigos referentes ao assunto.
3.4 Técnicas de coleta e análise de dados
Chegar-se-á a um resultado significativo através de convivência, depoimentos, observação e analise de pesquisas bibliográficas.
3.5 Aspectos éticos
Os nomes ou qualquer declaração dos informantes que participaram, será mantido em absoluto sigilo para a preservação dos mesmos.
REFERÊNCIAS
ALVES, Iara. MARIA, Sandra Regina Cardoso. OLIVEIRA, Simone ARTIGO: A Situação do Idoso em Imperatriz (UEMA). 2006
BRUCKNER, Pascal. A tentação da inocência. Europa, América, 1996
CACHIONE, Meire. Quem educa os idoso? Campina, SP.Ed. Alínea, 2003
DEBERT, Guita Grin. A Reivenção da velhice: Socialização e Processo de Reprivatização do envelhecimento. 1° ed.Reimpe, São Paulo: Ed da Universidade de São Paulo: Fapesp, 2004
LIBERALESCO, Anita Néri. YASSUDA, Mônica Sanches (ORG);CACHIONE, Meire (colaboradores). Campinas, SP: Papirus, 2004
LIBERALESCO, Anita Néri. FREIRE, Sueli Aparecida (ORG). E por falar em boa velhice. Coleção Vivaidade. Campinas, SP: Papirus, 2006.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
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Um comentário:
Oi Rosângela!
Valeu a postagem do projeto, mas é necessário postar também uma das atividades orientadas na aula de hoje (03/12)
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